Editorial semanal

O Resgate da Família
Por Pastora Priscila Madeira Kume
Nas celebrações da 1ª IPIC dos próximos três domingos, a Família será enfatizada como tema maior. Essa decisão foi tomada pela observação e pelo direcionamento do Espírito Santo. Por percebermos que, a cada ano que se passa, a sociedade tem bombardeado a família com maior intensidade e de maneiras diversas.

Os conflitos nos relacionamentos familiares tem aumentado. Em muitas casas, já não há mais o diálogo e uma convivência de amor. Dessa forma, um ambiente que deveria gerar segurança e ser sinônimo de aconchego, por vezes, é cenário de brigas e discussões violentas. Infelizmente é assim que muitos lares estão: pais contra filhos e filhos contra pais. Nestes conflitos, como em praticamente todas as guerras, muitos saem feridos. E há ainda um agravante: no campo familiar, algumas feridas dificilmente são cicatrizadas e, assim, afastam drasticamente familiares que antes tanto se amavam.

Diante deste contexto é que precisamos, com urgência, resgatar a família. Deus deseja resgatar a sua família através da sua vida! Você deseja ver sua família transformada? Então se coloque nas mãos de Deus para fazer diferença no seu lar! Ore continuamente pelos seus familiares e não fique abatido em meio às circunstâncias.

O Salmo 128 fala: “Feliz aquele que teme ao Senhor (...) Em casa, a sua mulher será como uma parreira que dá muita uva; e em volta da mesa, os seus filhos serão como oliveiras novas”. Que Deus abençoe dessa forma você e seu lar!


Sobre a Páscoa


Maria Cristina R. M. Schlichting - Líder de Célula e Diaconisa

“Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício”. (1Coríntios 5:7 NTLH).

Esse versículo me levou a refletir sobre as nossas escolhas e o propósito destas escolhas. Quantas vezes ficamos acariciando velhos hábitos para justificar atitudes que não são justificadas pelo Espírito Santo que habita em nós. Eu estou aqui pensando no julgamento rápido e fácil que fazemos de pessoas, na ansiedade que cultivamos e a justificamos usando a realidade vivida neste século, na compulsão por doces ou por outros alimentos e até mesmo pela bebida que anestesia a consciência, na preguiça também justificada pelo trabalho exaustivo e tantas outras situações que nos fazem pecar e nos assemelhar ao mundo. Pouco a pouco, o fermento do mundo anestesia a consciência de que temos o compromisso de sermos diferentes, raça eleita e separada. E quando isso acontece, esquecemos do verdadeiro significado da Páscoa.Jesus morreu na cruz por mim e por você para nos purificar de todo o pecado, ou seja, para que o velho fermento do pecado fosse lançado fora. Mas estamos de fato dispostos a abrir mão do fermento velho ou estamos escondendo pequenas porções no fundo das nossas gavetas?

Afinal, a quem estamos tentando enganar? Nosso criador é um Deus onisciente e sabe onde guardamos o velho fermento. Quando a bíblia fala da necessidade de examinar a nós mesmos é isso que a palavra quer ensinar: examine as suas gavetas e encontre os locais onde você está escondendo o velho fermento. O nosso desafio então é largar as máscaras e buscar o conhecimento de nós mesmos para que possamos crescer em estatura e graça.
Obrigada, meu Pai, por me dar discernimento sobre o significado da Páscoa para a minha vida. Que eu seja forte e consiga me desapegar do velho fermento. Em nome de Jesus, Amém.

 

O fruto do Espírito e a nova criação

Rev. Cristiano Zioli

O fruto do Espírito é a resposta bíblica para um mundo em franca decadência e cada dia mais cheio de ódio e indiferença. Segundo a carta aos Gálatas, Paulo diz que o que nós produzimos, e o que só podemos produzir como seres caídos, refletem nossa natureza pecaminosa. A hostilidade, os ciúmes e os acessos de raiva, a feitiçaria e a idolatria, entre outras ações, são resultados dos desejos da nossa natureza humana caída. Porém, Deus deseja nos fazer novas criaturas com uma nova visão da vida e, como resultado óbvio, do outro.

Nossos esforços apenas nos levam para mais longe de Deus e de Seu desejo de nos tornarmos como Jesus. O Espírito é o único meio de nos tornarmos humanos à imagem de Cristo através do Seu fruto. Jesus foi o bendito fruto do ventre de Maria e o Espírito produz em nós a natureza de Cristo, a ponto de Paulo afirmar que ele não mais vivia, mas Cristo vivia nele.

Uma Igreja saudável celebra a vida e não a morte. É o peito aberto que vai à guerra espiritual sabendo que nossa luta não é contra carne ou sangue, mas é contra o que a carne e sangue unicamente podem produzir. Portanto, o fruto do Espírito nasce no solo do confronto entre a nova natureza e a natureza caída, que insiste em pegar em armas humanas para resolver seus problemas.

O Espírito habita em nós, porque justamente em nós habita a injustiça, o ódio, a indiferença, o legalismo e a desumanização. Ele precisa nos fazer de novo com a cara de Cristo; desagradável à religião, que se mancomuna com o poder; e agradável a Deus, que comunga com pecadores.

 

Relato de um bombeiro na missão de Brumadinho.

Bombeiro Willian Lara

Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus pela experiência gratificante de estar aqui podendo ajudar essas pessoas que perderam seus entes queridos e também a todos que me incluíram em suas orações. Demorei um pouco para me manifestar a respeito, pois mesmo com meus 23 anos trabalhando em situações parecidas, é a primeira experiência desse porte e que envolve uma comoção nacional tão grande.

Já trabalhei em Sengés, deslizamentos de Itajaí e Morretes, mas nada se compara ao que aconteceu aqui. As pessoas da cidade estão desoladas. Quase todas perderam alguém, pois a Vale é a principal geradora de empregos. Por isso, muitos moradores ocupavam suas imediações. E nesse período que passei em silêncio, me perguntei todos os dias “por que Deus permite isso, tanto sofrimento, tanta angústia?”. E só quando cheguei aqui, obtive minhas respostas.

Primeiro, não foi Deus quem fez a barragem, mas sim, homens. Não foi Deus que rompeu, mas sim, a ganância e o descaso também dos homens. Agora, ver o que Deus tem feito com tudo isso, me deixa muito emocionado. Ele pegou o caos e transformou em amor, solidariedade, parceria, serviço, cuidado e dedicação de pessoas que nem me conhecem, mas que me amam. Ver o trabalho de tantos voluntários, mesmo sofrendo com a dor da perda, se dedicando a tornar o nosso trabalho o menos sofrido. E essa dedicação tem sido o combustível para nós.

Deus fez maravilhas, mesmo no caos que homens criaram. Peço a todos que orem por todos aqueles que sofrem pelas perdas e também para que o Senhor renove as forças de todos os incansáveis voluntários e bombeiros que iniciam seus trabalhos às 5 horas da manhã e nem sabem que hora tudo acabará. Novamente, agradeço a todos que se importam e intercedem pelo próximo. Ame o próximo, não vai lhe custar nada e vai ser muito gratificante para ambos os lados.

 

Aconteceu em Brumadinho

Débora Lange Zappone

Passamos por Brumadinho.
O sol brilhava
em todo o seu resplendor.
Com certeza
faríamos uma viagem esplêndida.

Visitamos Inhotim.
Museu a céu aberto. Fantástico!
Obras de arte esculpidas
em aço, em madeira...

Bancos, árvores suspensas...
Sim, aquilo que jamais pensávamos ver.
Tudo leva a crer que é imensa
a capacidade criativa do artista.
Alegrou o coração.
Agradou a vista.

Quem diria que, a poucos quilômetros dali
e pouco tempo depois...
As comportas de uma das barragens
não iriam suportar os rejeitos de minério
que, somados à força da água...
Tudo veio de roldão... De repente!

Que tragédia! Construções,
Depósitos, restaurantes, casas...
Tudo destruído e arrastado
pela lama.

Desastre ecológico. A poluição
iria atingir os rios da região.
Quanta tristeza!!!
Casas demolidas, desaparecimento
de homens, mulheres e crianças,
mortes!!!
Catástrofe... Destruição, muita destruição...

Brumadinho. Da paisagem bonita,
verde e exuberante,
só resta o flagrante
do funesto, do sinistro.

Esperança... Só existe uma:
Recomeçar do zero, com vontade,
fé, luta, entusiasmo, força
que só Deus pode dar!!!

 

Caminhando como filhos de Deus

Rev. Emerson Orenha

Tive oportunidade nessa semana de ler um texto muito interessante no livro de Números, capítulo 9, onde lemos o relato que, após o tabernáculo armado, aconteceu algo extraordinário mostrando o cuidado de Deus para com Seu povo: uma nuvem, representando a presença de Deus, cobriu o tabernáculo. Mas a nuvem não ficou parada, estática, pois servia de orientação para o povo e, quando Deus queria que o povo caminhasse, a nuvem ficava por cima da tenda. Então, os responsáveis por desarmar o tabernáculo faziam esse trabalho e quando a nuvem parava em algum lugar, montava-o novamente. Esse trabalho era constante, não importando quantas vezes a nuvem levantava ou parava. E, “nesse meio tempo, o povo cumpria suas responsabilidades para com o Senhor” (Nm 9.23).

Percebemos que a nuvem era visível, bem como a orientação de Deus dada a Moisés era audível. Havia uma certeza nas ações daquelas pessoas porque a manifestação de Deus era vista por todos. Assim, também havia a disposição para se fazer algo.

Atualmente, a manifestação de Deus não ocorre como foi citado acima, porém acontece de modo que nos traz a paz e a certeza de sua presença conosco. O sacrifício de Jesus Cristo nos proporcionou a reconciliação com o Pai, bem como o perdão dos nossos pecados e a vida eterna. As curas realizadas, os milagres manifestados e a presença segura de Deus, revela a nós, e a todos quantos crêem em Seu nome, que Ele é fiel. Somos considerados “bem aventurados” ou “felizes” por crermos, mesmo não O vendo.

A caminhada que temos pela frente é a de fé. Vamos caminhar juntos, para sermos fortalecidos juntos.

 
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